Está a Internet a matar a nossa cultura?

José Pacheco Pereira
A propósito de um livro de Andrew Keen , Culto do Amador – como a Internet dos dias de hoje está a matar a nossa cultura, Pacheco Pereira releva o facto de o nosso saber estar a ser posto em causa pelas novas tecnologias. Por exemplo:
- “o “amador” pensa que pode competir com o profissional (seja jornalista, seja crítico literário, seja cientista (…) ) apenas porque pode livremente e sem edição colocar num blogue o que lhe vem à cabeça”;
- a questão da erosão do direito de autor pela pirataria generalizada;
- a vulgarização do plágio;
- a impossibilidade de no mundo digital se autenticar a verdade com o crescimento da virtualidade de “Second Life”;
Quer isto dizer, nas palavras do autor, que a rede é o “oeste selvagem”.
É neste mundo desconhecido que muitos se aventuram desconhecendo que o perigo está ali mesmo à espreita – contudo, quando conhecem os truques, os malabarismos imorais praticam-nos sem qualquer pudor.
No fundo, trata-se da luta entre o que é eticamente valorizado no mundo real, mas que se degrada cada vez mais no mundo virtual , onde tudo parece ser ignorado e hostilizado.
Numa mensagem final mais positiva, Pacheco Pereira destaca as questões da democracia, da competitividade e da criatividade proporcionadas pelas novas tecnologias.
Há que encontrar um equilíbrio.
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